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Mariano Aguirre

 

O plenário de investigadores do OBSERVARE deliberou por unanimidade atribuir a Mariano Aguirre o prémio OBSERVARE, por ocasião do II Congresso Internacional “Guerra Mundial e Relações Internacionais (100 anos depois de 1914)”. O sentido do prémio é justamente a homenagem a pessoas individuais ou colectivas que se tenham distinguido, seja pela criatividade intelectual, seja pela prática relevante, como contributo à compreensão das realidades internacionais, à solidariedade entre os povos ou à resolução pacífica dos conflitos.

O percurso pessoal de Mariano Aguirre descreve um itinerário de grande coerência, onde tem relevo o persistente empenho em favor da causa da paz entre as comunidades humanas e da pacificação da conflitualidade internacional. Oriundo da Argentina, vive quase toda a sua vida em Espanha, mas o seu trabalho leva-o para outros lugares, desde Nova Iorque até Oslo. Tal experiência cosmopolita tem estado ao serviço dos valores da paz e da solidariedade. Durante anos dirigiu o CIP – Centro de Investigación para la Paz – em Madrid, na mesma cidade onde mais tarde foi coordenador dos programas Paz e Segurança e Direitos Humanos da FRIDE – Fundación para las Relaciones Internacionales y el Diálogo Exterior. Antes disso, foi Director Associado do Transnational Institute (Madrid e Amsterdão) e, em 2003-2005, Officer do Programa Peace and Security na Fundação Ford em Nova Iorque. Desde 2009 dirige o prestigiado NOREF – Norwegian Peacebuilding Resource Centre, de Oslo, uma fundação que articula os estudos de especialistas e os instrumentos de decisão política, no âmbito da acção diplomática norueguesa, com um reconhecido papel global na promoção do conhecimento e da prática a favor da prevenção e da resolução de conflitos violentos.

O pensamento empenhado de Mariano Aguirre tem notável eco na imprensa internacional, escrita e falada, com expressão em órgãos tão diferentes como sejam OpenDemocracy, Le Monde Diplomatique, El País, Política Exterior, BBC World Service, Publico e Radio France International. Os seus numerosos escritos – livros, ensaios, relatórios, artigos – constituem um património valioso, tanto conceptual como operacional, dirigido tanto ao conhecimento como à acção.

As suas intervenções universitárias têm-se multiplicado em Espanha, mas também em Portugal, designadamente na Universidade Autónoma de Lisboa onde Mariano Aguirre é Professor Visitante. De há muitos anos tem colaborado regularmente com o anuário JANUS e tem honrado as iniciativas da unidade de investigação OBSERVARE com um apoio de alto nível e uma solidariedade sempre disponível.

O prémio OBSERVARE é o justo reconhecimento de um exemplo inspirador e de décadas de dedicação a causas fundamentais do nosso tempo. A sua atribuição a Mariano Aguirre comprova a nossa convicção de que a configuração do tecido internacional também é moldada pela acção individual e que pessoas concretas podem ser construtores de sociedades novas.

Lisboa, 2 de Julho de 2014

 

 

Prémios OBSERVARE

 

O OBSERVARE decidiu instituir um prémio destinado a homenagear pessoas individuais ou colectivas que sejam exemplos inspiradores, seja pelos contributos intelectuais, seja pela acção dirigida à solidariedade entre os povos ou à resolução pacífica dos conflitos. É uma iniciativa que visa abrir a prática universitária aos movimentos positivos que percorrem o nosso mundo e complementar o estudo científico com o exercício da cidadania cosmopolita.

O prémio consiste numa pequena escultura inspirada no logótipo do OBSERVARE: uma representação que evoca os zigurates da antiga Mesopotâmia, em forma de pirâmide, lugares de culto e também de observação de vastos espaços. O autor dessa obra escultórica é o Arquitecto João Pancada Correia, dirigente da UAL, portador de uma longa tradição de intervenções artísticas.

Na sua reunião plenária de 5 de Junho de 2014, os investigadores da área das Relações Internacionais deliberaram atribuir pela primeira vez o prémio OBSERVARE, por ocasião do II Congresso, à Organização Internacional do Trabalho e ao Professor Mariano Aguirre. A entrega dos prémios teve lugar no final do jantar oferecido pela UAL a todos os congressistas, no dia 2 de Julho de 2014.

 

Em 2017, por ocasião do III congresso, os prémios OBSERVARE foram atribuídos ao Conselho Português para os Refugiados, que há 25 anos apoia os requerentes de asilo em Portugal, e à Dr.ª Catarina Albuquerque, que se distinguiu internacionalmente pelo reconhecimento do acesso à água potável e ao saneamento básico como direitos humanos fundamentais.

 

 

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OIT

 

A OIT – Organização Internacional do Trabalho – é um organismo multilateral quase secular, que sobreviveu às múltiplas vicissitudes do século XX, após a sua criação como parte do Tratado de Versalhes e da Sociedade das Nações, na sequência da I Guerra Mundial. A sua premissa de que a paz universal e duradoura só pode ser estabelecida se baseada na justiça social e a sua composição tripartida – governos, empregadores, trabalhadores – constituem traços peculiares donde resulta uma especial autoridade e um reconhecido prestígio. Primeira agência especializada da Organização das Nações Unidas, desde 1946, a OIT tem dado um contributo inestimável para a justiça internacional e para a dignificação do trabalho humano. Quando celebrou o seu 50º aniversário, em 1969, mereceu a atribuição do Prémio Nobel da Paz, como forma de reconhecimento da sua influência na regulação internacional e na pacificação da conflitualidade nas nossas sociedades. A OIT continua a destacar-se pelo seu empenho no sentido da redução da pobreza, de uma globalização justa e na melhoria das oportunidades para que homens e mulheres possam ter acesso a trabalho digno e produtivo em condições de liberdade, equidade, segurança e dignidade humana.

Ao decidir atribuir pela primeira vez o Prémio OBSERVARE, o plenário dos Investigadores, reunidos na Universidade Autónoma de Lisboa, deliberou por unanimidade fazê-lo à OIT por ocasião do II Congresso Internacional. O sentido do prémio é justamente a homenagem a pessoas individuais ou colectivas que se tenham distinguido, seja pela criatividade intelectual, seja pela prática relevante, como contributo à compreensão das realidades internacionais, à solidariedade entre os povos ou à resolução pacífica dos conflitos. Enquanto estudiosos da área científica das Relações Internacionais somos sensíveis à importância da OIT neste domínio, na medida em que representa o melhor do multilateralismo e em que se movimenta nesse fluxo transnacional do trabalho digno e produtivo. Homenagear a OIT é também confirmar que não nos limitamos a uma visão da vida internacional entendida como choque entre interesses de potências, mas também como processos cooperativos que se desenrolam para além das fronteiras.

De realçar, igualmente, o crescente protagonismo da língua portuguesa na OIT, em grande parte fruto da estreita articulação entre os Escritórios da OIT em Lisboa e em Brasília, bem como o reforço da cooperação com o espaço lusófono e com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Exemplo disso é a preparação de um Memorando de Entendimento entre a OIT e a CPLP, estando prevista a assinatura de um Protocolo entre as duas Organizações ainda este ano de 2014, em Genebra, e que pretende desenvolver a cooperação mútua em áreas de interesse comum.

Como portugueses temos presente que ainda recentemente, em Novembro de 2013, a OIT tornou público um importante estudo intitulado “Enfrentar a crise do emprego em Portugal: que caminhos para o futuro?”. Tal atenção às duras realidades do nosso país e o sentido positivamente construtivo das propostas ali avançadas são razões acrescidas para – enquanto cidadãos portugueses e enquanto cientistas sociais – prestarmos homenagem à OIT.

No âmbito do II Congresso Internacional do OBSERVARE, em que nos debruçamos sobre o tema “Guerra mundial e Relações Internacionais (100 anos depois de 1914)”, tem toda a oportunidade a atribuição deste prémio à OIT, símbolo de um mundo mais humanizado e promessa de um relacionamento internacional mais justo.

Lisboa, 2 de Julho de 2014

 

 

INVESTIGAÇÃO ENTRE 2013 E 2017

 

Linha A) Estudos de Segurança, da Paz e da Guerra

  

Investigadores: Luís Tomé (Coord.), Augusto Rogério Leitão, Bruno Gabriel, Carlos Branco, Cláudia Ramos, Edoardo Boria, Evanthia Balla, Fatich Tayfur, Felipe Pathé Duarte, Fernando Montenegro, Francisco Xavier de Sousa, Gabriele Natalizia, Hermínio Matos, Huseyin Bagci, Isabel Nunes, José Ferreira, Leonel Miranda, Ludovico Jara Franco, Luís Valença Pinto, Paulo Duarte, Ricardo Sousa, Rita Duarte.

 

Este Grupo de Investigação ESTUDOS DE SEGURANÇA, DA PAZ E DA GUERRA surge na sequência e agrega competências de anteriores Grupos e Linhas de Investigação – nomeadamente, “Dinâmicas e Interacções na Grande Eurásia” e “Estudos da Paz e da Guerra” - visando aprofundar o conhecimento numa óptica interdisciplinar sobre as actuais realidades da segurança internacional, os novos dados estratégicos e os imperativos da promoção da paz, tendo em conta as abordagens mais recentes e as evoluções tanto ao nível global como local ou regional - com ênfase nos espaços Europeu, do Atlântico, do Mediterrâneo e Africano, - bem como contribuir para a difusão de uma cultura de resolução de conflitos por meios pacíficos. A grande maioria dos projectos e actividades são desenvolvidos com instituições parceiras, portuguesas e estrangeiras.

 

Programas estruturantes:

  • Segurança Euro-Atlântica
  • Arquitectura Africana de Paz e Segurança: consolidação ou estagnação?
  • Desafios e envolvimento de Portugal na segurança internacional 

 

Projectos:

  • Multipolaridade e Segurança Internacional
  • Interacções Europa-Ásia no domínio da Segurança
  • Geopolítica da Ásia-Pacífico
  • A Transformação da NATO
  • Justiça Penal Internacional
  • Perspectivas sobre a Segurança no Mediterrâneo
  • Política Europeia de Segurança e Defesa - donde vem e para onde vai?
  • As Metamorfoses da Violência

 

Linha B) Espaços Económicos e Gestão de Recursos

 

Investigadores: Brígida Brito (Coord.), Amadeu Paiva, Amparo Sereno, Ana Furtado, Ana Quaresma, Filipa Gomes, Giuseppe Ammendola, Henrique Morais, João Paulo Feijoo, José Beato Aleixo, José Brás dos Santos, Korinna Horta, Manuel Farto, Maomede Naguib Omar, Pedro Pinto, Redendo Carlos Maia, Renato Pereira, René Tapia, Rui Paiva, Sandra Ribeiro.

 

O Grupo de Investigação ESPAÇOS ECONÓMICOS E GESTÃO DE RECURSOS baseia-se na estreita articulação entre as questões económicas e a análise das realidades internacionais. Assente num trabalho eminentemente interdisciplinar, tem como objectivo central o estudo do processo da internacionalização das economias, das suas interdependências e dos seus diversos impactos e desafios, com relevo, naturalmente, para essas dimensões das economias portuguesa e europeia, bem como o estudo da importância política de alguns recursos estratégicos no panorama internacional. A grande maioria dos projectos e actividades são desenvolvidos com instituições parceiras, portuguesas e estrangeiras.

 

Programas estruturantes:

  • Internacionalização da Economia Portuguesa
  • A Economia Europeia no Quadro da Economia Mundial
  • Poder e Recursos Energéticos

 

Projectos:

  • China -América Latina: relações económicas e comerciais
  • Economias Emergentes e Recursos Energéticos
  • Economia da droga e criminalidade financeira transnacional
  • Economia Europeia e Relações Transatlânticas: inovação, comércio e tecido empresarial
  • As empresas de produção e distribuição de energia como instrumentos do poder do Estado: os casos da GALP em Portugal, da Petrobras no Brasil, da YPF na Argentina e da Sonangol em Angola

 

Linha C) Povos e Estados – construções e interacções

 

Investigadores: Luís Moita (Coord.), Andrea Carteny, Anilza Tricamegy, António José Seguro, Artur Victória, Célia Quintas, Constança Urbano de Sousa, Daniel Rodrigues, Fernando Amorim, Filipe Vasconcelos Romão, Giuseppe Motta, Hudson Assis, José Milhazes, José Subtil, Luisa Godinho, Lucas Freire, Maria Helena Curto, Mateus Kowalski, Miguel Santos Neves, Nancy Gomes, Patrícia Galvão Teles, Paulo Vicente, Reginaldo Rodrigues de Almeida, Ricardo Alexandre, Sofia José Santos, Sofia Santos.

 

O Grupo de Investigação designado POVOS E ESTADOS: CONSTRUÇÕES E INTERACÇÕES tem a vocação de contribuir para a compreensão do papel dos actores internacionais, vistos na sua dimensão dinâmica e evolutiva, na sua génese e no seu multiforme relacionamento. Ao incluir o termo POVOS quer-se significar a atenção às identidades culturais subjacentes aos próprios processos políticos; ao incluir o termo ESTADOS quer-se referir a compreensão da génese dos Estados até às suas configurações contemporâneas, enquanto essa análise é relevante para o seu papel como actores do sistema internacional, mas sem esquecer a existência e o papel de outros actores não estatais, como são as cidades, as regiões, as comunidades dispersas, etc. Daí também a expressão CONSTRUÇÕES, tentando recuperar a história dos modos como se foi formando essa organização política a que chamamos Estado no seio de um vasto quadro de INTERACÇÕES relacionais, designadamente sob a forma clássica da diplomacia, sem prejuízo de prosseguirem alguns projectos de pesquisa sobre questões de soberania e legitimidade, bem como sobre federalismo no quadro europeu. A grande maioria dos projectos e actividades são desenvolvidos com instituições parceiras, portuguesas e estrangeiras.

 

Programas estruturantes:

  • Diplomacia de Alianças
  • Diáspora Portuguesa e Lusofonia
  • Cidades e Regiões como actores internacionais

 

Projectos:

  • A Comunidade Ibero-Americana
  • A Diplomacia no Antigo Próximo Oriente
  • A Diáspora Portuguesa como factor estratégico para a política externa portuguesa
  • Cidades e Regiões: a paradiplomacia portuguesa
  • Federalismo, etnonacionalismo e secessionismo na Europa

 

INVESTIGAÇÃO ANTERIOR A 2013 

 

 

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