Os dois conflitos mundiais como ilustração da ausência de anarquia internacional

Os dois conflitos mundiais como ilustração da ausência de anarquia internacional


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António Horta Fernandes
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Docente do Departamento de Estudos Polítcos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH), Investigador do Centro de Histótia d'Aquém e d'Além-Mar (CHAM/FCSH) da Universidade Nova de Lisboa. Estrategista da Escola Estratégica Portuguesa.



Resumo


A Grande Guerra, as décadas conturbadas que se lhe seguem, nomeadamente a década de trinta do século XX, culminando na Segunda Guerra Mundial, e, posteriormente, a Guerra Fria, a seu modo, são momentos históricos privilegiados para se comprovar da impossibilidade de sustentar uma das imagens mais famosas das Relações Internacionais, a de anarquia internacional. A ideia de um estado de guerra ontologicamente permanente, que não fenomenologicamente, é incompatível com um mundo pejado de soberanias. Ora, estas soberanias nunca perderam o controlo político-estratégico das guerras, nem mesmo no caso dos principais conflitos do século XX. Todos esses conflitos foram estrategicamente mediados e nunca deram lugar ao reinado da guerra absoluta.



Palavras-chave


Anarquia; Guerra, Estratégia; Soberania



Como citar este artigo


Fernandes, António Horta (2015). "Os dois conflitos mundiais como ilustração da ausência de anarquia internacional". JANUS.NET e-journal of International Relations, Vol. 6, N.º 1, Maio-Outubro 2015. Consultado [online] em data da última consulta, observare.ual.pt/janus.net/pt_vol6_n1_art2



Artigo recebido em 18 de Julho de 2014 e aceite para publicação em 16 de Abril de 2015