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O CONFRONTO ENTRE TRADIÇÃO E MODERNIDADE: A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA EM PORTUGAL


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Luís Alves de Fraga

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É doutor em História, mestre em Estratégia, licenciado em Ciências Político-Sociais e coronel reformado da Força Aérea Portuguesa. É, também, professor na Universidade Autónoma de Lisboa (Portugal).



Resumo


Temos usufruído do prazer de ver discutida a proclamação da República em Portugal das mais variadas maneiras e, salvo qualquer lapso involuntário, aquele trabalho mais profundo, que nos impressionou pela multiplicidade de perspectivas foi o da investigadora Alice Samara, levado a cabo na sua dissertação de doutoramento (Samara, 2010). Ali, ela levanta várias hipóteses explicativas para os diferentes entendimentos da República, segundo as perspectivas e os momentos pelos quais se olha o regime e a ideia republicana. Também, recentemente, foi publicado um excelente artigo de Jorge Pais de Sousa, sobre Afonso Costa, que nos dá a possibilidade de compreender a República segundo um ponto de vista até agora quase não identificado (Sousa, [s.d.]). A nossa perspectiva não procura fazer um juízo crítico, parcelar, da legislação e dos comportamentos políticos e partidários durante os dezasseis anos de regime, entre 1910 e 1926, para concluir sobre a vitória ou derrota do pensamento republicano neste ou naquele domínio particular; interessa-nos, focando a atenção em todo o período, perceber e explicar a República — antes e depois da proclamação — em função do confronto entre o grupo social defensor do salto para a modernidade, para o novo, para o diferente, e o grupo defensor da manutenção da realidade existente, da tradição, do conservadorismo.



Palavras-chave


1ª. República, Modernidade, Conservadorismo, Portugal, Revolução.



Como citar este artigo


Fraga, Luís Alves de (2018). "O confronto entre a tradição e a modernidade: a proclamação da República em Portugal". JANUS.NET e-journal of International Relations, Vol. 9, N.º 2, Novembro 2018-Abril 2019. Consultado [online] em data da última consulta, https://doi.org/10.26619/1647-7251.9.2.4



Artigo recebido em 5 de Março de 2017 e aceite para publicação em 13 de Julho de 2018