EVOLUÇÃO DA POLÍTICA EXTERNA RUSSA E O MÉDIO ORIENTE


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Henrique Alves Garcia
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Mestrado em Estudos Europeus pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (Portugal) sendo candidato a um Doutorado em Relações Internacionais na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Nova Universidade de Lisboa. Participou na 3ª edição do Curso de Verão sobre Desafios Globais no Instituto Universitário de Lisboa. Os principais tópicos de interesse na investigação científica são: Federação Russa, Oriente Médio, política externa, questões geopolíticas, energia e terrorismo.



Resumo


A política externa russa demonstra linhas de continuidade e de mudança. A Federação da Rússia tem atuado em diversos palcos e, desde 2000 com Vladimir Putin, tem como objetivo principal consolidar o status da Federação da Rússia como um Grande Poder, com o propósito de conseguir ‘regressar’ à gloriosa era soviética. A maximização do poder e a busca de segurança interna são essenciais, pelo facto de existir um sistema internacional numa anarquia permanente. O terceiro mandato de Putin, no qual este artigo sobretudo se foca, ficou marcado pela crise da Ucrânia e pela anexação da Crimeia, contribuiu para que a política externa russa sofresse um histórico ponto de viragem. As sanções ocidentais, devido à ocupação da Crimeia e à ingerência militar no Leste ucraniano, contribuíram para abrir um período de maior rivalidade entre Moscovo e Washington e, também, para a necessidade da Rússia dever diversificar as suas relações com economias emergentes como o Irão e a Turquia. O estudo constata que Ancara e Teerão têm um relacionamento histórico com Moscovo, apesar de alguns episódios e posições divergentes que, em alguns momentos, têm prejudicado as suas relações. A questão da Síria, a luta contra o terrorismo e o extremismo violento, os acordos sobre o petróleo e o gás natural e as relações com o povo curdo são alguns dos assuntos fundamentais nas relações do Kremlin, mais ou menos amistosas, com os Governos de Ancara e de Teerão também são mencionados neste artigo. Na última parte, reflete-se sobre o estado da política externa russa e das relações da Rússia com os atores regionais do Médio Oriente (Irão, Turquia, Arábia Saudita e os Curdos) e que desafios são apresentados à Rússia de Vladimir Putin na região.



Palavras-chave


Política externa; Realismo; Revisionismo; Federação da Rússia; Médio Oriente



Como citar este artigo


DOI: https://doi.org/10.26619/1647-7251.9.1.7



Artigo recebido em 26 de Julho de 2017 e aceite para publicação em 11 de Setembro de 2017