PRODUÇÃO IDEOLÓGICA NA ERA DO CAPITALISMO MEDIÁTICO GLOBAL


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Luísa Godinho
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Professora Auxiliar na Universidade Autónoma de Lisboa (Portugal) e investigadora na área da Comunicação Política. Os seus interesses académicos situam-se nos campos do discurso, da comunicação digital e da abordagem computacional às Ciências Sociais. É doutorada em Ciências Económicas e Sociais pela Université de Genève, Suíça.



Resumo


Firmado o reconhecimento dos media como atores internacionais, neste artigo se discute o papel que estes desempenham no processo de produção ideológica nas Democracias contemporâneas. A interligação entre indústria mediática global e configuração de mercado surge como o elo estrutural desse processo, elo que determina as condições de reprodução e disseminação das ideias e, por essa via, a construção dos referenciais que permitem a definição do posicionamento do eleitorado-consumidor. A partir da teoria de Downs, aqui se retoma a relação conceptual entre posicionamento social e posicionamento político, propondo-se a introdução na análise downsiana de uma terceira variável, o posicionamento mediático, de modo a precisar e atualizar os seus postulados. Num último momento, identificam-se as etapas, os processos e os outputs envolvidos no processo de construção ideológica em três distintas configurações de mercado. Conclui-se pela existência de uma mudança qualitativa na ação dos media globais, que evoluíram, com a passagem para a chamada era da fragmentação, de atores informais do processo democrático a atores formais.



Palavras-chave


Ideologia, fragmentação, sistemas de imprensa, conglomerado, capitalismo mediático



Como citar este artigo


DOI: https://doi.org/10.26619/1647-7251.9.1.2



Artigo recebido em 12 de Setembro de 2017 e aceite para publicação em 6 de Março de 2018