A CONSOLIDAÇÃO DA PAZ: PRESSUPOSTOS, PRÁTICAS E CRÍTICAS


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Teresa Almeida Cravo
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Professora Auxiliar de Relações Internacionais da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal) e Investigadora do Centro de Estudos Sociais. É atualmente co-coordenadora do programa de Doutoramento CES-FEUC “Democracia no século XXI”. Concluiu o Doutoramento no Departamento de Política e Estudos Internacionais da Universidade de Cambridge.



Resumo


A consolidação da paz tornou-se num princípio norteador do intervencionismo internacional na periferia desde a sua inclusão na Agenda para a Paz da Organização das Nações Unidas, em 1992. O objetivo de criação de condições para uma paz auto-sustentável de forma a prevenir um retorno ao conflito armado está, no entanto, longe de ser fácil ou consensual. Não só a sua conceção enquanto paz liberal se revelou particularmente limitada e inevitavelmente controversa, como a realidade das sociedades devastadas pela guerra provou ser bastante mais complexa do que a antecipada pelos atores internacionais que assumem hoje atividades no âmbito da promoção da paz em contextos de pós-conflito. Com uma trajetória repleta de sucessos contestados e alguns fracassos flagrantes, o modelo vigente tem sido alvo de duras críticas e de um ceticismo generalizado. Este artigo analisa criticamente a trajetória teórica e prática da consolidação da paz, explorando a ambição e também as debilidades do paradigma adotado pela comunidade internacional a partir da década de 1990.



Palavras-chave


Consolidação da paz; Intervencionismo; Paz liberal; Galtung; Críticas



Como citar este artigo


Almeida Cravo, Teresa (2017). "A consolidação da paz: pressupostos, práticas e críticas". JANUS.NET e-journal of International Relations, Vol. 8, N.º 1, Maio-Outubro 2017. Consultado [online] em data da última consulta, http://hdl.handle.net/11144/3032



Artigo recebido em 12 de Janeiro de 2017 e aceite para publicação em 6 de Fevereiro de 2017